Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que o ambiente doméstico continua sendo o local de maior risco, concentrando 66% dos casos.
O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma estatística alarmante para os direitos humanos e a segurança pública: 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio. O número, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, representa um aumento de 4,7% em relação ao total registrado em 2024, evidenciando que a violência de gênero segue em curva ascendente no país.
O PERFIL DA VIOLÊNCIA
O levantamento detalhado de um padrão recorrente que ajuda as autoridades a identificar os grupos de maior vulnerabilidade. A desigualdade racial aparece como fator determinante: 60% das vítimas eram mulheres negras. Em termos de faixa etária, o crime atinge com maior frequência mulheres em plena idade ativa, sendo que metade das vítimas tinha entre 30 e 49 anos.
O PERIGO DENTRO DE CASA
Os dados desconstroem a ideia de que o perigo para a mulher está majoritariamente no espaço público. Segundo o relatório, o lar é o local onde a violência costuma atingir seu ápice, sendo o cenário de 66% dos crimes.
A autoria dos assassinatos também reforça a natureza doméstica e íntima da tragédia: em 80% das ocorrências, os criminosos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas, o que reforça a urgência de políticas públicas focadas no monitoramento de medidas protetivas e no rompimento do ciclo de abuso antes do desenvolvimento fatal.
MONITORAMENTO E PREVENÇÃO
Especialistas apontam que o crescimento nos índices em 2025 acenda um alerta sobre a necessidade de maior investimento em redes de proteção e no fortalecimento dos canais de denúncia, como o Ligue 180.
O conhecimento detalhado do perfil de agressores e vítimas, agora consolidado nos dados do Fórum, é visto como essencial para o direcionamento de estratégias preventivas mais eficazes.


