Estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fundamentam essa necessidade. A análise técnica aponta que a redução da jornada para 40 horas semanais, mantendo o ritmo, tem potencial de gerar mais de 2,5 milhões de novos postos de trabalho no país. Além disso, o Dieese sinaliza que o modelo atual gera custos elevados com afastamentos médicos e rotatividade.
A experiência internacional desmistifica o temor de prejuízos econômicos. Países como a Islândia implementaram a redução e hoje registam estabilidade ou crescimento na produtividade, além de uma queda acentuada nos níveis de estresse e esgotamento.
Outras nações de grande porte econômico, como o Reino Unido, a Alemanha e a França, avançaram em testes e legislações semelhantes. Os dados mostram que os funcionários descansados cometem menos erros, inovam mais e operam com maior eficiência horária.
O trabalho é fundamental, mas o descanso também o é. Votar pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada significa priorizar a saúde mental, o convívio familiar e o bem-estar físico.
Menos horas de exaustão resultam em mais qualidade de vida para quem construiu a riqueza do país, gerando um ciclo econômico virtuoso onde ganham os trabalhadores, as empresas e todo o Brasil.


